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sexta-feira, 18 de maio de 2018

Inflação?


Índice usado em contratos de aluguel acumula 4,08% em 12 meses
Publicado em 18/05/2018 - 08:53
Por Vitor Abdala – Repórter da Agência Brasil Rio de Janeiro





O Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M), usado no reajuste dos contratos de aluguel, registrou inflação de 1,2% na segunda prévia de maio. A taxa é superior à registrada na segunda prévia de abril, que havia sido de 0,4%. O indicador, divulgado pela Fundação Getulio Vargas (FGV), acumula taxas de inflação de 3,28% no ano e de 4,08% em 12 meses.
 




 Imóvel para alugar (Tânia Rêgo/Arquivo Agência Brasil)

A alta entre as prévias de abril e maio foi influenciada principalmente pelos preços no atacado. O Índice de Preços ao Produtor Amplo, subíndice que analisa esse segmento, subiu de 0,46% em abril para 1,71% em maio.

O Índice Nacional da Construção Civil foi outro subíndice com alta na taxa, ao crescer de 0,37% para 0,44% no período.

Por outro lado, os preços no varejo, medidos pelo Índice de Preços ao Consumidor, registraram inflação de 0,2% em maio, abaixo do 0,27% de abril.
Edição: Graça Adjuto


sexta-feira, 30 de março de 2018

Muito próximos de Temer

Temer se reúne com ministros no Palácio da Alvorada
  • 30/03/2018 16h57
  • Brasília
Mariana Tokarnia - Repórter da Agência Brasil
Após reunir-se com o advogado Antônio Claudio Mariz de Oliveira, o presidente Michel Temer segue no Palácio da Alvorada reunido com ministros.

Mariz deixou o Palácio por volta das 15h30. Em seguida, o ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional, Sergio Westphalen Etchegoyen, chegou ao local.

A assessoria confirmou ainda a presença do ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência, Moreira Franco. O subchefe para Assuntos Jurídicos da Casa Civil e ministro dos Direitos Humanos, Gustavo do Vale Rocha, também segue no Palácio do Alvorada.

Da agenda não constam compromissos oficiais. Temer passaria o feriado em São Paulo, mas decidiu ficar em Brasília, aproveitando o feriado para tratar da reforma ministerial, que segundo o ministro da Secretaria de Governo, Carlos Marun, será anunciada na próxima semana, com a saída dos demais ministros que irão se candidatar nas próximas eleições.

Operação Skala
Ontem (29), a Polícia Federal prendeu, em caráter temporário, o advogado José Yunes, ex-assessor da Presidência da República.

As medidas foram determinadas pelo ministro Luís Roberto Barroso, relator do chamado Inquérito dos Portos, no Supremo Tribunal Federal (STF).

Além de Yunes, foram presos durante a Operação Skala, da Polícia Federal (PF), o ex-ministro da Agricultura e ex-presidente da Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp), Wagner Rossi, e o presidente do Grupo Rodrimar, Antônio Celso Grecco. Também foi preso, em São Paulo, o coronel aposentado João Batista Lima, amigo do presidente Temer

A empresária Celina Torrealba, uma das proprietárias do Grupo Libra, que também atua no ramo portuário, foi detida em seu apartamento, no Rio de Janeiro.

Ontem o ministro da Secretaria de Governo, Carlos Marun, disse que a prisão de pessoas ligadas ao presidente não enfraquecem o governo e que o presidente "não tem a ver com isso".

O inquérito apura o suposto favorecimento da empresa Rodrimar S/A por meio da edição do chamado Decreto dos Portos (Decreto 9.048/2017), assinado por Temer em maio do ano passado.

Edição: Maria Claudia



quarta-feira, 31 de janeiro de 2018

Lamentamos Rio



Cinco suspeitos morrem em ação do Bope em comunidade de Angra dos Reis
  • 31/01/2018 21h27
  • Rio de Janeiro




Douglas Corrêa - Repórter da Agência Brasil
Cinco suspeitos foram mortos durante uma ação do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope), iniciada na noite de ontem (30) e que só terminou na madrugada de hoje (31) na comunidade Parque Belém, em Angra dos Reis, no sul fluminense. A operação foi deflagrada após enfrentamento entre as facções rivais Comando Vermelho e Terceiro Comando Puro, que tem causando pânico na região desde a última sexta-feira (26).

Saiba Mais
A troca de tiros entre os policiais e suspeitos ocorreu na Rodovia Rio-Santos. Durante o conflito, motoristas que passavam pela via tentaram voltar pela contramão e outros abandonaram seus carros com medo de serem atingidos.

De acordo com a Polícia Militar, após o intenso tiroteio, as equipes iniciaram vasculhamento na área e foram encontrados quatro suspeitos feridos. Foram apreendidos dois fuzis, duas pistolas, duas réplicas de pistola, 2.704 pinos de cocaína e 200 trouxinhas de maconha. Os quatro foram levados para o Hospital Geral de Japuíba, mas não resistiram aos ferimentos. Um outro suspeito foi encontrado ferido horas depois, mas também não resistiu ao ferimento.

Um policial do Bope foi ferido na mão por estilhaços de um projétil de arma de fogo, atendido no Hospital de Japuíba e liberado.
Edição: Luana Lourenço
 


domingo, 31 de dezembro de 2017

Nova portaria Trabalho Escravo



Governo publica nova portaria sobre trabalho escravo
  • 29/12/2017 11h18
  • Brasília
Pedro Peduzzi - Repórter da Agência Brasil
O Ministério do Trabalho publicou nesta sexta-feira (29) portaria que revê pontos polêmicos relativos à fiscalização e divulgação de empresas cuja atividade faz uso de trabalho em condições análogas à escravidão. Em outubro, o governo federal publicou outra portaria que alterava as regras para flagrante e a publicação da lista de empresas que teriam cometido essa prática. Na ocasião, o documento recebeu críticas de entidades nacionais e internacionais, que argumentavam que as novas regras tornavam mais díficil a fiscalização.

Com a publicação da portaria de hoje, o Ministério do Trabalho volta a adotar critérios já estabelecidos internacionalmente para definir o que vem a ser trabalho forçado, jornada exaustiva e condição degradante de trabalho, além de detalhar práticas que podem ser consideradas como retenção no local de trabalho. Comprovadas as situações previstas na portaria, o trabalhador vítima dessa prática terá o  direito ao seguro-desemprego.

Saiba Mais
A portaria anterior teve seus efeitos suspensos em outubro por meio de uma liminar concedida pela ministra Rosa Weber, do Supremo Tribunal Federal (STF), sob a argumentação de que ela abriria margem para a violação de princípios fundamentais da Constituição – entre eles o da dignidade humana, do valor social do trabalho e da livre iniciativa.

Outro ponto revisto com a publicação da nova portaria está relacionado à publicização da chamada “lista suja”, contendo o nome de empresas condenadas por fazer uso de trabalho em condições análogas à escravidão.

Na portaria de outubro, essa publicação dependeria da participação de autoridades policiais na fiscalização e de um boletim de ocorrência feito por elas. Com isso, os auditores fiscais e especialistas afirmaram que teriam sua atribuição reduzida em situações de flagrante. De acordo com a portaria publicada recentemente, o Cadastro de Empregadores – a “lista suja” com a relação dos autuados em ação fiscal que tenha identificado trabalhadores submetidos a condições análogas às de escravo – será divulgado no site institucional do Ministério do Trabalho. A ressalva que a nova portaria faz é a de que essa publicação só poderá ser feita “após a prolação de decisão administrativa irrecorrível”.

Entre os conceitos apresentados pela nova portaria estão o de trabalho forçado: “aquele exigido sob ameaça de sanção física ou psicológica e para o qual o trabalhador não tenha se oferecido ou no qual não deseje permanecer espontaneamente”; o de jornada exaustiva: “toda forma de trabalho, de natureza física ou mental, que, por sua extensão ou por sua intensidade, acarrete violação de direito fundamental do trabalhador, notadamente os relacionados à segurança, saúde, descanso e convívio familiar e social”; e o de condição degradante de trabalho: “qualquer forma de negação da dignidade humana pela violação de direito fundamental do trabalhador, notadamente os dispostos nas normas de proteção do trabalho e de segurança, higiene e saúde no trabalho”.

A portaria define também que restrição, por qualquer meio, da locomoção do trabalhador em razão de dívida “é limitação ao direito fundamental de ir e vir ou de encerrar a prestação do trabalho, em razão de débito imputado pelo empregador ou preposto ou da indução ao endividamento com terceiros”. Ainda segundo a portaria, cerceamento do uso de qualquer meio de transporte “é toda forma de limitação ao uso de meio de transporte existente, particular ou público, possível de ser utilizado pelo trabalhador para deixar local de trabalho ou de alojamento”.

A vigilância ostensiva no local de trabalho é, de acordo com a portaria, “qualquer forma de controle ou fiscalização, direta ou indireta, por parte do empregador ou preposto, sobre a pessoa do trabalhador, que o impeça de deixar local de trabalho ou alojamento”. Por fim, a portaria define como “apoderamento de documentos ou objetos pessoais qualquer forma de posse ilícita do empregador ou preposto sobre documentos ou objetos pessoais do trabalhador”.
Edição: Graça Adjuto